Redes Sociais conectam ideias e visões de mundo

sábado, 20 de janeiro de 2018

Amor é semente de vida

Luciano Alvarenga

Certamente que grande parte das pessoas percebe que algo está errado em suas vidas e, consigo mesmas. Sentem um aperto no peito, uma falta de ar que lhes indica que algo precisa ser feito, entendido. A quantidade de opções, de visões de mundo, receitas e conselhos despejados diariamente sobre as pessoas, via programas de TV e rede sociais, aumenta a sensação de estar perdido e, paralisa o movimento, uma atitude que nos retire do emaranhado de confusão e escuridão em que muitas vezes nos encontramos.
O distanciamento das culturas tradicionais e seus conhecimentos sobre a vida, e a imersão numa vida urbana, em que rapidez e decisão são mais importantes do que clareza sobre o que se faz, têm deixado as pessoas, não raras vezes morando sozinhas ou famílias muito pequenas, sem meios nem segurança pra decidir com clareza e sensatez os caminhos que estão tomando.
Mergulhados numa cultura que fomenta, há décadas, a ideia de que vida profissional é mais importante que vida pessoal; que sucesso é melhor que saúde mental; que individualização é melhor que família; que o rápido e o simples é mais vantajoso que o demorado e complexo; que o prático e técnico é superior ao filosófico e transcendente; que manuais de orientação tipo “seja feliz em cinco lições” importa mais que saber-se a si mesmo, legou para os dias de hoje um cotidiano em que as pessoas parecem estar incapacitadas pra viver a vida naquilo que realmente importa – conhecer-se a si mesmas, e amar.
Transformando a vida exterior, casa, profissão, estatus, imagem, consumo em ícones máximos a que se pode desejar e realizar; ficou relegado, recalcado ou, mesmo esquecida, aquilo que agora nos parece, ainda sem que compreendamos, a importância fundamental de uma vida interior e emocional de qualidade.
Essa vida interior de qualidade é exatamente aquilo que nos orienta sobre nós mesmos, o que somos quais nossos potenciais, qualidades, características e autenticidade. Sabermos o que somos os dons que nos acompanham, os talentos que possuímos é ter clareza sobre nosso destino, sobre nossa missão. Sabermos o que somos é ao mesmo tempo entrar em contato com aquilo que devemos fazer. Não se realiza aquele que não sabe o que fazer, mais ainda porque esse fazer deve ser expressão genuína do seu ser. Na parábola dos talentos, Jesus é taxativo a respeito da aplicação desses talentos na vida prática; se pensarmos nessa parábola acompanhada de outra, o semeador, entenderemos que as sementes que caem em solo fértil ou pedregoso, nos chama a compreender que o terreno deve ser preparado pra poder frutificar as sementes que receberá.
As sementes recebemos todos ao nascer. Não é por outro motivo que em outro momento, Jesus nos fala sobre a semente da mostarda; ainda que a menor das sementes, contem em si a árvore futura, grandiosa e frondosa. Nossas sementes estão abafadas pelos espinhos (tristeza e desilusão), pelo solo pedregoso (afazeres sem sentido e sem vida), pelo solo fofo, mas ralo (comportamentos diários gostosos, mas pobres de nutrientes para a alma).
Reencontrar-se com esse “um” dentro de nós, olhar pra ele, buscá-lo é vital para uma vida cheia de sentido e plena de significado. Pra isso precisamos agir nessa direção. Nossa cultura não nos ajuda nisso, mas todos já nos apercebemos que lá do fundo do nosso ser, vez ou outra ouvimos uma voz que nos diz o que fazer; como agir, em que momento retroceder, os perigos do que estamos fazendo; é o nosso coração tentando nos guiar, nos alertando sobre o caminho a seguir.
Desenvolver a capacidade de ouvir essa voz que temos em nós, sentindo mais a alma do que a mente, é fundamental. A mente é inquieta e pensa sem parar sobre tudo e qualquer coisa, a alma é calma e nos alicerça a partir do mais profundo do nosso ser. É dessa profundidade alicerçada e segura que estamos profundamente necessitados e, que sabemos é o que pode nos colocar em conexão com a vida e conosco mesmos – essa conexão tem um nome, é amor, e está em nós esperando para florescer.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018


Ter pinto é crime

Luciano Alvarenga

Uma coisa é o movimento feminista, outra, são as mulheres. Feministas gostam de política, ou pelo menos de terem contra o que levantar suas bandeiras de ódio; mulheres gostam de homens e de uma vida alem da política.
O movimento feminista foi desde o princípio, pelo menos aquilo que se pode chamar assim, nos anos 1950, não em direção as mulheres, mas contra os homens. O homem sempre foi o alvo do movimento; não se trata de libertar a mulher seja do que for que se imagine ela precise ser liberta, mas de constranger o masculino de tal forma que o movimento feminista, não as mulheres, tenha mais e mais poder. Aliás, o movimento feminista não está nem ai com as mulheres, basta ver o absoluto silêncio desse movimento em relação à presença de um jogador de vôlei masculino (há quem acredite que lhe terem amputado o pênis e convertê-lo numa vagina, o tornou mulher, kkkkk) num time feminino, sem que isso cause o menor constrangimento político no movimento feminista (aqui é mais importante a destruição dos gêneros do que apontar as especificidades que distinguem a mulher).
Isto é, se pra destruir os gêneros (política cultural liberticida do movimento globalista), tenhamos que destruir o ser feminino junto, é apenas efeito colateral de uma causa maior.
Ter um pênis está se tornando prova inconteste de intenção de abuso e assédio sexual; ao menos que seu pênis esteja escondido entre suas pernas, e você assuma abertamente sua condição de travesti. O que deseja e intenta o movimento feminista, apoiado abertamente pela mídia, programas de auditório, pesquisas acadêmicas, pedagogia escolar, novelas e propagandas, é criminalizar o masculino. O homem é o inimigo. O ódio com que falam dos homens, nas reuniões privadas, mas também nos espaços públicos, e monitoradas do movimento feminista, é suficiente pra deixar mais que claro a relação dessas militantes com a outra metade do planeta. É bom dizer que, qualquer candidata ao movimento deve deixar claro sua filiação com atitudes recorrentes de ódio contra os homens. Livros e depoimentos de ex-militantes desse movimento contam os muitos rituais linguísticos e comportamentos que atestam a fidelidade à causa; por um lado, numa obediência servil ao movimento (que chega as raias da humilhação), de outro, odiar os homens tem de ser profissão de fé.
Transformar homens em meninas, ou deixá-los o menos possível expressão da sua condição masculina é tarefa que vem sendo desempenhada desde a escolinha. Uma visitinha rápida a esses estabelecimentos de formação infantil, pra ver que os garotos não podem ser garotos. Sua conduta, brincadeiras, falas, gestos, maneira de se comportar é pra que ao final e ao cabo ele seja uma boa mocinha. Não admira mulheres adultas repetirem frequentemente sua insatisfação com os homens; gerações inteiras de garotos afeminados, ou que não nunca souberam o que é ser homem, certamente não serão atraentes para as mulheres. De um lado, mulheres educadas pra mandar, dominar, dizer o que é certo e errado (menos se ela quiser ser mãe e dona de casa, isso é uma blasfêmia no movimento feminista), tomar iniciativa, ser multi e up to date; do outro, homens com receio do que são, constrangidos a serem cada vez mais femininos, correndo o risco de não sendo, serem estigmatizados como abusadores, machistas e assediadores. Pesquisas internacionais apontando que os adolescentes masculinos tem cada vez menos interesse em sexo é resultado da criminalização do pinto e do homem em si.
A mais que comum ausência de referência masculina no âmbito familiar completa o quadro. Sem um pai, avô ou outro homem, com H, que lhe possa ser um modelo positivo e integrado de personalidade, lhe resta apequenar-se esquizofrenicamente as caricaturas à venda na publicidade identitária, produzida diariamente na TV e no discurso público. Na escola as professoras e seu manual pedagógico anti masculino fornecido pelo MEC, e atentamente vigiado pelo movimento; em casa a mãe, a avó, a tia, a irmã e, o discurso de ressentimento contra o homem, dado as condições atuais dos relacionamentos cada vez mia frágeis e fragmentários, resultado, aliás, do próprio movimento feminista e da revolução sexual.
Destruir o homem como entidade ontológica (o homem é naturalmente violento, vil, cínico, insensível e antitético em relação à vida e a mulher) e reduzi-lo à condição de subespécie, adaptada ao meio como elemento de opressão à mulher e sua subjugação, é a política máxima do movimento feminista, que, como disse, não está nem ai com as mulheres, mas, ao contrário, estão empenhados na construção de uma sociedade totalitária mais ou menos futura, onde homens e mulheres serão igualmente subjugados, rebaixados de sua condição, e servis a uma ordenação de poder dada desde cima, onde não estarão distinguidos sexos, mas sinceridade à causa.
Movimento feminista que não defende mulheres que não aderem ao movimento é apenas um braço político maquiavélico de interesses contrários à própria mulher. Ser mãe é condição primeira e capacidade última do ser feminino, ainda que elas possam não sê-lo nem desenvolvê-lo; a inexistência do tema, Mãe, no movimento feminista, dá o tom de como enxergam a mulher, esse movimento.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

É no interior que reside nossa força

Por Luciano Alvarenga


Para os europeus o Brasil não é um país ocidental, e pro nosso escândalo, não seríamos também orientais; mas estaríamos em algum lugar num “outro oriente”. Para os Estados Unidos, nem mesmo existimos, somos apenas um espaço geográfico que precisa ser monitorado pra efeito de manutenção da região. Instado sobre a América do Sul, Karl Marx teria dito que a região estava fora da história capitalista ocidental, e precisaria de uma análise a parte, destacando que seus estudos não poderiam ser extensivos ao entendimento dessa região latino americana.
Historiados e pensadores sociais como Gilberto Freire e Sérgio Buarque de Holanda, mas não apenas esses, mas outros de igual importância e menos famosos como Alcântara Machado, puseram o Brasil no mapa, destacando suas peculiaridades e sua inscrição identitária local no mapa do mundo.
Aqueles pensadores ainda pensavam o Brasil a partir de si mesmo, procurando entendê-lo sem o cacoete presentes nas décadas seguintes, das teorias alienígenas que passaram a dominar o pensamento local. Como um país que tem uma padroeira negra, foi convencido, agora, de que é racista, só a importação macaqueada de teorias estrangeiras pode explicar.
O Brasil é miscigenado, sincrético, mulato. É uma civilização construída do intercâmbio das culturas do mundo, num tempo em que nem ao menos se falava disso. Juntamos, misturamos e disso tiramos o que somos. E o que somos, desde que a república golpista de 1889 se implantou, mais ainda depois dos anos 1960, tornou-se um problema. Na falta de capacidade de pensarmos a nós mesmos nessas últimas décadas, dada à hegemonia da burrice esquerdista, começamos a inventar problemas que nunca existiram. Sermos racistas e anti-pobres é um dos problemas inventados.
De repente, nos tornamos um país em busca de si mesmo. Antes éramos uma nação em formação, depois uma nação do terceiro mundo. Antes éramos agrário-exportador, depois subdesenvolvidos. Antes éramos uma nação do futuro, depois um país em vias de desenvolvimento. Antes éramos um todo, agora fragmentos que se acusam mutuamente de desgraças reais ou inventadas.
Entre o agora que somos e, o que nos dizem que precisamos ser, nos perdemos. Pra sermos modernos, precisamos não ser homofóbicos, mas ao mesmo tempo não podemos afirmar uma heterossexualidade quase total. Pra sermos o futuro precisamos aceitar toda e qualquer diferença, mas não podemos afirmar que o Brasil já é o mais importante case de diferenças unidas, numa mistura miscigenada e sincrética sem paralelo no mundo. Para sermos melhores precisamos incluir, mas não podemos dizer que o Brasil é o mais exitoso caso de inclusão de quase todas as nações do mundo. Pra sermos up to date temos que afirmar nosso racismo, ao mesmo tempo em que nossa cor já nos define como não racistas. Pra sermos tolerantes precisamos aceitar as religiões diferentes, mas temos que esquecer que a própria religiosidade brasileira resulta de ao menos três matrizes diferentes: religiosidade europeia, religiosidade africana, religiosidade indígena.
Entre aquilo que vivemos, comemos, dançamos, ouvimos, somos, rezamos e, aquilo que o pensamento dito progressista nos diz que precisamos alcançar, nos encalacramos numa esquizofrenia social que nos tem deixado doentes. Pra sermos melhores, precisamos negar o melhor que somos. Enquanto as duas coisas não se resolvem nem se entendem, problemas reais emergem como catástrofes inadiáveis. De um país cordato e pleno de entendimentos possíveis, vamos nos tornando avessos a todo e qualquer simetria, a toda e qualquer igualdade.
O Brasil imaginado na academia e nos partidos de esquerda, não consegue tolerar o país real. Como o pensamento de esquerda é fruto da invenção de problemas, quem em outros lugares, Europa (ódios étnicos) ou, Estados Unidos (racismo) tem sua parte de realidade, que aqui inexistem, então, os problemas inexistentes precisam ser inventados pra que as teorias importadas façam sentido.
De país de renda média, viramos, pela ótica míope dos progressistas, país rico que não distribui renda. De país sem escolaridade, mas sensato e ordeiro, fomos transformados em analfabetos funcionais ressentidos e invejosos. De país tradicional e conservador, uma dádiva a quem ainda não pode ser outra coisa (podíamos ser uma miríade de etnias em guerra permanente); tornamos-nos uma barbárie social em vias de explosão pela incitação sem descanso da desordem, da desobediência, da contestação idiota a tudo e qualquer coisa.
Não fosse o imenso e conservador interior brasileiro, o país já seria um campo de guerra aberto. Não fosse a sabedoria do povo simples e humilde, sua consciência do próprio valor, da sua dignidade e papel, seríamos o país todo um grande Rio de Janeiro. Não fosse a vocação religiosa, inata à nação, seríamos uma geografia de miseráveis, inclusive morais; chafurdando na cultura urbana cosmopolita assentada que é, na pornografia, na pedofilia, na iconoclastia e na destruição de tudo de valor profundo, eterno do qual somos herdeiros e construtores.
Se o Brasil pode ser salvo de si mesmo, será pela força da geografia cultural interiorana. Sua capacidade de responder com convicção e firmeza o desvario da capital.




domingo, 19 de novembro de 2017

Ódio: quem plantou?

Luciano Alvarenga
Uma olhada rápida pelos sites e blogs de esquerda, mas também nos jornalões, e você verá um uníssono discurso contra o ódio; mais precisamente contra o ódio que supostamente estaria destilando a direita. De repente, toda expressão de repúdio, de negação ou de não aceitação das expressões liberticidas da esquerda, tornaram-se expressão de ódio. Mas antes de continuarmos nessas linhas convém retroagirmos pra melhor entendermos o que está acontecendo.
Falar em ódio num país miscigenado e sincrético como o Brasil já é imensamente discutível, lembrar Gilberto Freire nesse ínterim é mais que suficiente. O Brasil é fruto de tudo e qualquer coisa, menos do ódio, mas chama a atenção como a esquerda está sempre falando em ódio, é sempre ela que traz esse sentimento à tona, quase um ato falho.
Nos últimos quarenta anos, a esquerda só fez disseminar o ódio. Primeiro o ódio contra o país e o desejo de instalar uma ditadura comunista nos moldes cubanos, em nome da ditadura do proletariado lutava ela contra o regime militar explodindo bombas, fazendo guerrilhas rurais, matando gentes de todos os lados, inclusive comunistas desertores, sequestrando, torturando e mais o que fosse necessário. No momento mesmo que tudo fazia nesse sentido, transmutou seu discurso em liberdade e democracia.
E foi falando em liberdade e democracia que lançava pobres contra os ricos, empregados contra os patrões, mulheres contra os homens, negros contra os brancos, gays contra os heteros, ateus contra os religiosos, filhos contra os pais, jovens contra os velhos, os doentes contra os saudáveis, os sem terra contra os com terra, trabalhadores sindicalizados contra os sem sindicatos, índios contra os brancos, favela contra o asfalto, gays militantes contra os enrustidos, os analfabetos contra os alfabetizados, a massa contra o erudito, os subordinados contra seus superiores, alunos contra os professores, os pais contra a escola, os feios contra os bonitos, os obesos contra os magros, os burros contra os inteligentes, e a lista não tem fim e aumenta sem parar. Quarenta anos de semeadura de ódio todos os dias, todas as semanas, o ano inteiro sem parar um momento sequer. Ser de esquerda era um salvo conduto moral que autorizava todo tipo de impostura, violência, cinismo, vulgaridade, destruição dos valores nacionais em nome da rebeldia, e fez isso e isso ensinou a praticar nas escolas, nas igrejas, nos jornais, nas mídias, na TV e na universidade e, em todo lugar e a isso deu o nome de mudança, de justiça social e liberdade contra a opressão.
Violentamente fez tudo àquilo, goela abaixo de uma sociedade, que atônita, assistia a tudo num misto de espanto e ingenuidade, a audácia na ação dos assaltantes, que com propósitos tóxicos camuflados em discursos generosos e convincentes empunham os ferros da escravidão na sociedade inteira. Pois não é outra coisa o que aconteceu. Educação, somos a segunda pior do mundo; homicídios, somos um dos que mais matam no planeta; drogas, somos o maior consumidor de drogas da América Latina; ante depressivos e ritalina já consumimos mais que qualquer outro país no mundo, com exceção dos Estados Unidos; escritores, artistas, intelectuais já não temos mais nenhum, desaparecemos do mapa intelectual e literário mundial; desenvolvimento tecnológico, somos uma piada internacional; crime organizado comanda parcelas cada vez mais extensas do Estado; produção cientifica, nem consideram que aqui se faça ciência, etc, etc, etc. Se isso não é escravidão, imposta pelos meios os mais violentos, não sei mais o que seja.
Mas, a esquerda, especialista na arte da dissimulação, da mentira, do cinismo e da enganação, rapidamente apossou-se da bandeira da violência pra gritar nas redes, blogs e jornais que a direita dissemina o ódio por onde passa. Vai, vociferando sem parar, construindo a nova mentira “mudamos o país e agora o ódio se lança contra nós”. De semeadores do ódio, de cultivadores de toda cizânia, de todo caos e divisão, denunciam as vitimas pelo estado geral em que o pais se encontra. Afirmam isso pra que nem mesmo a reação possa ser tolerada, nem mesmo o mínimo de esforço de reconstrução da nação possa ser tentado. Quarenta anos odiando e ensinando crianças, adolescentes e jovens a odiar também, são agora lançados contra um país atônito diante de tanta desfaçatez.
A esquerda odeia e seu discurso e sua prática é o ódio, por que ela odeia a civilização, odeia o homem e a mulher, odeia o engenho humano, sua capacidade de cair e levantar, fazer e refazer, construir e reconstruir, tecer passado e futuro generosamente numa dança que ocorre nos séculos e que ela não entende, não aceita e contra isso se revolta. Ser de esquerda é se negar ser artesão na construção da vida, ser parte de uma narrativa na eternidade da história; não, eles querem perverter, revolucionar, destruir tudo e serem os autores de algo novo agora; se pretendem mais inteligentes, preparados e astutos que todas as gerações nas centenas de anos que nos antecedem e que nos legaram o que somos.
Vencer o ódio da esquerda é um gesto de amor com a humanidade, com as gerações passadas e com as gerações vindouras.